Engenharia de Petróleo

Atos Regulatórios

1. Autorização, Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento

SANTOS Autorização Resolução CONSUNI n. 20130620 de 20/06/2013 (Portaria Normativa n. 40/2007 republicada em 29/12/2010 para fins de expedição de diploma)
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Autorização Resolução CONSUNI n. 20130620 de 20/06/2013 (Portaria Normativa n. 40/2007 republicada em 29/12/2010 para fins de expedição de diploma)
CAMPINAS Renovação de Reconhecimento Portaria n. 923 de 27/12/2018 publicada em 28/12/2018

Projeto Pedagógico do Curso (PPC)

1. Objetivos do Curso

O curso de Engenharia de Petróleo da UNIP busca formar Engenheiros capacitados para atuar em toda a cadeia produtiva da indústria petrolífera, desde a prospecção e exploração, passando pela produção, explotação, processamento e refino.

Em razão do considerável aumento das reservas de petróleo e gás recentemente descobertas no Brasil, o curso de Engenharia de Petróleo da UNIP propõe suprir um déficit de engenheiros capazes de contribuir para o novo cenário nacional da indústria petrolífera. Para atingir tal objetivo, o curso conta com uma sólida base nas áreas da engenharia, física e matemática, aliada a um conjunto de disciplinas nas áreas de upstream e downstream capazes de fornecer um conhecimento específico de engenharia de poços e reservatórios, de geologia e geofísica, bem como de transporte, armazenamento e refino.

Buscando ser um curso completo, há também a preocupação com a área de processamento, de logística e de planejamento econômico da indústria como um todo.

2. Atividades Principais

  • analisar, localizar e fazer a prospecção da área de jazidas de petróleo;
  • analisar o potencial econômico, a viabilidade e as principais características geológicas da região;
  • verificar os diferentes tipos de reservatórios e as melhores características de exploração;
  • determinar a melhor técnica de extração do petróleo;
  • elaborar o projeto de extração;
  • definir toda a estrutura da linha de suplementos necessária para a extração;
  • coordenar a execução dos projetos;
  • acompanhar todo o processo de extração e explotação;
  • elaborar plano de logística de transporte, armazenamento e estocagem;
  • acompanhar o processo de transformação dos combustíveis;
  • trabalhar diretamente com o refino e a distribuição do petróleo nas suas mais diversas formas, que podem ser tanto como óleo como quanto seus derivados.

3. Mercado de Trabalho

O profissional de Engenharia de Petróleo está habilitado a trabalhar em empresas que atuam nas áreas de exploração, produção e explotação (transporte) de petróleo e gás natural, em refi narias de petróleo, em unidades de processamento de gás natural, em empresas de engenharia que auxiliam e suplementam a área de petróleo e gás, em órgãos governamentais relacionados à indústria do petróleo, bem como em instituições de pesquisa e ensino.

4. Práticas

  • Laboratórios de Física, Química, Desenho, Mecânica dos Fluidos, Geologia, Ciência dos Materiais, Hidráulica, Instrumentação e Multidisciplinares Laboratórios de Informática com Internet, disponibilizando vários softwares nas plataformas Windows, Linux e outros (Multisim, Matlab, autoCad, Solid Edge, Office Professional, Turbo Pascal, Turbo C++, Delphi etc.)
  • Visitas técnicas
  • Semana de Palestras e atividades Específicas
  • Monitoria
  • Iniciação Científica
  • Bibliotecas Integradas
  • Atividades Multiensino
  • Banco de Estudos Digitalizado
  • acordo de Cooperação de Estágios com Empresas e Órgãos Públicos
  • Estágio Supervisionado
  • Projeto Integrado de Conclusão de Curso

5. Duração

5 anos

6. Coordenador

Ariathemis Moreno Bizuti

7. Critérios de Promoção, do Regimento Geral da UNIP

Art. 78. Os critérios de promoção, envolvendo, simultaneamente, a frequência e o aproveitamento escolar, são os seguintes:

a) se a frequência do aluno for inferior a 75% (setenta e cinco por cento), ele estará reprovado na disciplina;
b) em caso contrário, serão consideradas as avaliações, conforme o previsto no artigo 74 e seus parágrafos.
I - Se a média semestral (MS) for igual ou maior que 7,0 (sete), o aluno estará aprovado na disciplina, naquele semestre, com média final igual a MS.
II - Se MS for menor que 7,0 (sete), o aluno será submetido a um exame, quando lhe será atribuída a nota EX.
III - Após o exame, a média final (MF) da disciplina será a média aritmética simples entre MS e EX. Assim: MF = (MS + EX) /2.
IV - Se MF for igual ou maior que 5,0 (cinco), o aluno estará aprovado na disciplina.
V - Se MF for menor que 5,0 (cinco), o aluno estará reprovado ou poderá, a critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), ser submetido a uma avaliação especial.
VI - Mantida a reprovação, mesmo após a realização da avaliação especial, se concedida, o aluno ficará sujeito ao regime de dependência na disciplina.
c) O aluno que deixar de comparecer a uma prova poderá, a critério do coordenador do curso, substituí-la por nova prova ou pelo exame.
d) Nas disciplinas cursadas em regime de Dependência, Adaptação ou Antecipação e nas disciplinas optativas ou eletivas serão considerados os mesmos critérios das disciplinas regulares para o cálculo da MF.
e) O aluno reprovado em período letivo que não seja oferecido no semestre seguinte deverá matricular-se em período indicado pela Coordenação do curso.
f) Cabe à Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos (CQA), quando for o caso, acompanhar, avaliar e validar as avaliações de aprendizagem. Sendo assim, em qualquer momento do curso, a Instituição, por meio da CQA, poderá realizar Avaliação Geral de Curso (AGC), mediante a aplicação de uma prova ou a solicitação de um trabalho. Nesse caso, a nota dessa avaliação, que será designada por AG, passará a compor, juntamente com as notas do professor (NP1 e NP2), a média semestral (MS) de cada disciplina, da seguinte forma:

MS = (3 x NP1 + 3 x NP2 + 4 x AG) /10.

g) Quando a Avaliação Geral de Curso (AGC) for aplicada, sua nota (AG) será utilizada para compor a média semestral de todas e somente das disciplinas do período em que o aluno está matriculado. Portanto, não será utilizada para calcular a média semestral de disciplinas cursadas em regime de Dependência, Adaptação ou Antecipação e de disciplinas optativas ou eletivas.
h) Todos os alunos terão que realizar Atividades Práticas Supervisionadas (APS), que constarão de atividades de biblioteca (frequência e utilização), atividades relacionadas aos laboratórios (relatórios de experiências e outras), trabalhos individuais ou em grupo determinados pelo professor, trabalhos de iniciação científica, resolução de exercícios do Portal ou de listas, programadas para serem supervisionadas pelos professores em suas aulas. Para os cursos de licenciatura, acrescentam-se a essas atividades os seminários de práticas e outras atividades inerentes às licenciaturas.
i) Em cada semestre, o aluno deverá cumprir a quantidade de horas de APS, definida para seu curso. Será atribuído um conceito semestral (Aprovado ou Reprovado) às APS.
j) Nas disciplinas cursadas em regime de Dependência, Adaptação ou Antecipação e nas disciplinas optativas ou eletivas serão considerados os mesmos critérios das disciplinas regulares para o cálculo da MF.

§ 1º O desempenho do aluno é avaliado numa escala de 0 (zero) a 10 (dez), com aproximação de até 0,5 (cinco décimos); MS será arredondada para 7,0 (sete), quando for maior ou igual a 6,7 (seis-vírgula-sete) e menor que 7,0 (sete); MF será arredondada para 5,0 (cinco), quando for maior ou igual a 4,75 (quatro-vírgula-setenta e cinco) e menor que 5,0 (cinco).

§ 2º O exame e/ou a avaliação especial, exceção feita àqueles dos antepenúltimo e último período letivos, a critério do CONSEPE, poderão ser realizados em épocas especiais, após recuperação.

§ 3º A recuperação poderá ter duração variável, dependendo da disciplina, e poderá, inclusive, estender-se por um semestre ou mais, a critério do CONSEPE.

§ 4º O aluno, em casos especiais e depois de ouvida a coordenação do curso, poderá ser autorizado a realizar o exame e/ou a avaliação especial em épocas distintas daquela determinada para os alunos de sua turma.

§ 5º A critério do CONSEPE, poderá ser incorporado às normas vigentes o conceito de aproveitamento médio global do período letivo, que é determinado pela média aritmética das médias semestrais das disciplinas cursadas no semestre regular, excetuando-se adaptações, dependências ou tutorias.

§ 6º Se o aproveitamento médio global do período letivo for maior ou igual a 7,0, o aluno poderá, a critério do CONSEPE, ser dispensado de fazer o exame também nas disciplinas em que obteve média semestral maior ou igual a 5,0.

§ 7º O lançamento da nota de aproveitamento médio global obedecerá ao critério de arredondamento do valor obtido para o meio ou inteiro imediatamente superior.

§ 8º Para todos os cursos, se a média de qualquer disciplina oferecida pela modalidade de educação a distância (MD) for maior ou igual a 6,0 (seis), o aluno estará aprovado na disciplina; se for menor que 6,0 (seis), o aluno será submetido a exame.

Art. 79. O número máximo de disciplinas em regime de dependência e de adaptação para a promoção ao período letivo subsequente fica assim definido:

  1. para a promoção ao 2º período letivo: sem limite;
  2. para a promoção ao 3º período letivo: 5 disciplinas;
  3. para promoção aos períodos letivos situados entre o 3º e o antepenúltimo: 5 disciplinas;
  4. para promoção ao antepenúltimo período letivo: 3 disciplinas;
  5. para o penúltimo e o último períodos letivos do curso não serão aceitas matrículas de alunos com dependência, recuperação ou adaptação em qualquer disciplina de períodos letivos anteriores.

§ 1º O aluno reprovado em um período letivo poderá optar pelo regime de progressão tutelada, que foi instituído visando a oferecer orientação acadêmica diferenciada aos alunos que apresentarem desempenho acadêmico irregular no decorrer do seu processo de formação. Entende-se por desempenho acadêmico irregular, o acúmulo de disciplinas em regime de dependência e/ou adaptação, em número maior que o permitido conforme o caput deste artigo.

§ 2º O ingresso no regime de progressão tutelada de matrícula decorre do interesse manifesto do aluno.

§ 3º Será facultado aos alunos que estariam se promovendo para o segundo ou para até o antepenúltimo período de qualquer curso de graduação, que tenham ultrapassado o limite de disciplinas em regime de dependência, previsto no caput deste artigo, adotarem o regime de progressão tutelada de matrícula.

§ 4º Os alunos que atenderem às condições previstas no parágrafo anterior poderão optar pelo regime de progressão tutelada durante o período de renovação da matrícula fixado no Calendário Escolar da UNIP.

§ 5º O aluno que ultrapassar o limite de disciplinas em dependência e optar pelo regime de progressão tutelada de matrícula receberá orientação diferenciada sobre a reestruturação do seu percurso acadêmico, inclusive sobre a distribuição das disciplinas em dependência, ou ainda a cursar, atividades e estágios incompletos. A orientação definirá como e quando o aluno poderá cumpri-los.

§ 6º Compete à Coordenação do Curso, a partir da análise do histórico escolar do aluno optante, orientá-lo quanto à melhor alternativa para conduzir a sua progressão acadêmica, considerando tudo o que é exigido pela matriz curricular para uma formação plena (disciplinas, trabalhos de curso, estágios, entre outros).

§ 7º Caberá à Coordenação do Curso, juntamente com o aluno optante pelo regime de progressão tutelada, estabelecer um plano de estudos definindo como, quando e quais disciplinas deverão ser cursadas, assim como as condições e as medidas a serem adotadas para a conclusão das demais atividades curriculares ainda pendentes. Esse plano de estudos poderá ultrapassar, conforme o caso, o período mínimo de integralização curricular.

§ 8º Na condição de ingressante no penúltimo período, uma vez aceita a opção pelo regime tutelado, o aluno será matriculado provisoriamente nesse período de seu curso. A matrícula e o regime de estudos definido pela Coordenação do Curso serão homologados, segundo normas fixadas pelos Colegiados Superiores da UNIP.

§ 9º Na condição de ingressante no último período, uma vez aceita a opção pelo regime tutelado, o aluno será matriculado provisoriamente nesse período de seu curso. A matrícula e o plano de estudos definido pela Coordenação do Curso serão homologados, segundo normas fixadas pelos Colegiados Superiores da UNIP.

§ 10 - Enquanto optante pelo regime de progressão tutelada, o aluno obriga-se a cumprir integralmente o plano acadêmico estabelecido pela Coordenação do Curso e referendado pelo CONSEPE.

§ 11 - O desligamento do aluno do regime de progressão tutelada poderá ocorrer quando o desempenho acadêmico do aluno for avaliado como insuficiente pela instância competente da Universidade e decidido/homologado pelo CONSEPE.

§ 12 - Os casos omissos neste Regulamento serão submetidos à apreciação do Conselho Superior competente da UNIP.

 

Manual de Informações Acadêmicas e Calendário Escolar

Observação: o PPC está disponível também no setor de atendimento e nas bibliotecas.

Grade Curricular - Ingressantes 2019

Disciplinas Carga horária
Atividades Complementares 100
Atividades Práticas Supervisinadas 480
Auditoria e Certificação Ambiental 30
Automação e Instrumentação Industrial 30
Avaliação de Impactos Ambientais 30
Avaliação Econômica de Projetos Ambientais 60
Cálculo com Geometria Analítica 75
Cálculo de Funções de Várias Variáveis  60
Ciência e Tecnologia dos Materias 60
Ciências Sociais 30
Cinemática dos Sólidos 60
Complementos de Física 60
Comunicação e Expressão 30
Desenho Técnico 30
Desenvolvimento Sustentável 30
Dinâmica dos Sólidos 60
Direitos Humanos (Optativa) 20
Economia e Administração 30
Educação Ambiental (Optativa) 20
Eletricidade Básica 60
Engenharia Auxiliada por Computador 15
Engenharia de Petróleo Integrada 30
Engenharia de Petróleo Interdisciplinar 30
Engenharia de Reservatórios e Mecanismos de Produção 90
Engenharia e Meio Ambiente 30
Equações Diferenciais 60
Escoamento Multifásico 60
Estágio Supervisionado 480
Estática dos Fluídos 30
Estatística Descritiva 30
Estatística Indutiva 30
Estimulação e Poços Direcionais 45
Estudos Disciplinares 600
Ética e Legislação Profissional 30
Fenômenos de Transporte 60
Fontes alternativas de Energia 30
Fundamentos de Circuitos Elétricos 30
Fundamentos de Termodinâmica  30
Garantia de Escoamento 30
Gás Natural 60
Geologia e Geofísica 60
Homem e Sociedade 30
Instalações e Sistemas Oceânicos de Produção e Processamento Primário 60
Interpretação e Produção de Textos 30
Língua Brasileira de Sinais (Optativa) 20
Logística na Indústria Petrolífera 30
Máquinas Hidráulicas e Pneumáticas  45
Mecânica da Partícula 75
Mecânica das Rochas 60
Mecânica dos Fluidos para Engenharia de Petróleo 60
Metodologia do Trabalho Acadêmico 30
Métodos de Elevação Natural e Artificial 60
Métodos de Pesquisa 30
Noções de Direito 30
Perfilagem e Testes de Poços 45
Perfuração e Completação de Poços 60
Programação de Computadores 30
Química Aplicada 15
Química Básica 30
Química Inorgânica 30
Química Orgânica 30
Refino de Petróleo e Petroquímica 90
Refrigeração e ar Condiconado 60
Relações Étnico-Raciais e Afrodescendência (Optativa) 20
Resistência dos Materiais 30
Simulação Numérica de Reservatórios 60
Supervisão de Estágio 30
Termodinâmica Aplicada 60
Termodfluidodinâmica 75
Tópicos de atuação Profissional - Engenharia de Petróleo 30
Tópicos de Física Geral e Experimental 75
Tópicos de Informática 30
Tópicos de Matemática 75
Trabalho de Curso I 30
Trabalho de Curso II 30
Trabalho de Curso II - Práticas Supervisionadas 220
Transferência de Calor 30

Carga Horária Total: 4.900 horas-aula (4.083 horas)

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